

Segundo as Forças Armadas, os exercícios incluem atividades de bloqueio portuário e combate aéreo-marítimo, em um “alerta claro contra forças separatistas”. A expectativa é que as atividades durem até a tarde de terça-feira (30).
“Com navios e aeronaves se aproximando da ilha de Taiwan por diferentes direções, tropas de diversas Forças Armadas realizam ataques conjuntos para testar suas capacidades operacionais conjuntas. Trata-se de um alerta severo contra as forças separatistas pró-independência de Taiwan e uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China”, disseram os militares.
Em comunicado, o gabinete presidencial de Taiwan criticou a operação chinesa, classificando as atividades como “um desafio às normas internacionais”. Em meio à ameaça de invasão, o Ministério da Defesa informou que mobilizou militares e acionou sistemas de mísseis para monitorar a situação. “Estamos em alerta máximo para defender Taiwan e proteger nosso povo”, disse a pasta.
Os exercícios militares acontecem para aumentar a pressão da China sobre Taiwan. Isso porque Pequim continua reivindicando a ilha como parte da zona chinesa, apesar da separação dos territórios em 1949 devido à guerra civil. A chamada política “uma só China” já resultou em inúmeras incursões chinesas próximas de Taipé desde 2022, inclusive com testes envolvendo munições reais.
Além de ameaçar o chamado “governo separatista”, a movimentação chinesa visa desafiar os Estados Unidos, que aprovaram recentemente a venda de US$ 11 bilhões em armas para Taiwan. Os exercícios também são direcionados para o Japão, que, em novembro, afirmou que poderia atacar Pequim caso o país realizasse uma interferência na ilha.