por Lícia Costa
Você já ouviu falar em nomofobia? O termo vem da expressão em inglês "no mobile phone phobia" e descreve a ansiedade ou o medo intenso de ficar sem acesso ao celular, seja por falta de bateria, internet ou sinal.
Embora ainda não seja reconhecida como um transtorno mental oficial, a nomofobia tem despertado a atenção da comunidade científica. Uma revisão publicada em 2025, que reuniu dados de 43 estudos com mais de 36 mil participantes de 18 países, mostrou que 51% das pessoas apresentavam sintomas moderados de nomofobia e 21% sintomas graves, principalmente entre jovens e universitários.
Outro estudo, uma revisão sistemática de 16 pesquisas, apontou que a nomofobia está associada ao aumento da ansiedade, da dependência do smartphone e também da insônia, indicando impactos importantes na saúde mental e na qualidade do sono.
Entre os principais sinais estão a necessidade de verificar o celular a todo momento, irritação quando o aparelho está longe, ansiedade ao ficar sem conexão e dificuldade de se concentrar em outras atividades.
Especialistas recomendam estabelecer limites para o tempo de tela, evitar o uso do celular antes de dormir, desativar notificações desnecessárias e reservar momentos do dia para atividades longe das telas.
A tecnologia facilita a vida, mas o equilíbrio é essencial. Se o celular passa a controlar a rotina e provoca sofrimento quando está ausente, pode ser a hora de rever os hábitos e, se necessário, buscar ajuda profissional.