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Desfile pró-Lula teve clara conotação eleitoral, diz PL

Publicada em 17/02/26 às 07:32h - 85 visualizações

por Rádio Maranata FM


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 (Foto: Rádio Maranata FM)

O PL anunciou nesta 2ª feira (16.fev.2026) que vai adotar medidas judiciais contra o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A legenda afirma que a apresentação teve caráter político-eleitoral ao exaltar o petista, que disputará a reeleição, e fazer referências críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em nota, o partido cita o uso de jingle associado a campanhas anteriores, menções a número de urna, referências visuais ao PT e alegorias que destacariam promessas de governo. Para a sigla, o conjunto caracterizaria propaganda antecipada de candidatura e possível abuso de poder político, sobretudo por se tratar de evento com recursos públicos –a escola recebeu R$ 1 milhão da Embratur. O PL também cita reportagens de veículos de mídia que afirmam que a primeira-dama Janja pediu a empresários que doassem recursos para a Acadêmicos de Niterói: “Para além do financiamento público, agrava o quadro a informação veiculada pela imprensa credenciada de que a própria Presidência da República acionou empresários com contratos e interesses na administração federal, para que doassem dinheiro à escola”.

Leia a íntegra da nota do PL: “Nota Oficial “O desfile da Acadêmicos de Niterói materializou uma série de ilícitos eleitorais que merecem responsabilização pela Justiça Eleitoral. “Em vez de narrar uma história pessoal, como previamente alardeado, a escola, patrocinada com dinheiro público, promoveu verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula e de inaceitável ataque à imagem de Jair Bolsonaro, presente em diversas alas e alegorias da escola, em claro desvio de finalidade, com inequívoca conotação eleitoral e com a indevida construção da narrativa “bem x mal”, que sempre marcou as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores. “O uso de conhecido jingle de campanha, a menção repetida ao número de urna, a existência de ala com o símbolo do partido, a exploração de promessas de campanha, a exaltação do governo, e o tratamento depreciativo de segmentos da sociedade vinculados à oposição revelam a evidente conotação político-eleitoral da escola, num precedente exótico e inédito. Para além do financiamento público, agrava o quadro a informação veiculada pela imprensa credenciada de que a própria Presidência da República acionou empresários com contratos e interesses na administração federal, para que doassem dinheiro à escola. Há também a informação de que o próprio casal presidencial selecionou e convidou os artistas que desfilaram pela escola, numa demonstração perigosa de que todo o desfile foi, ao fim e ao cabo, conduzido pela própria máquina da Presidência da República, como instrumento de interferência na disputa eleitoral que se avizinha. O quadro é inédito, desafia a jurisprudência do TSE firmada em situações de menor gravidade e ensejará a adoção das providências cabíveis.”.




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